Hoje eu iria postar comentários sobre um projeto super interessante de disseminação de obras infanto-juvenis com vistas à formação de leitores, mas preciso fazer uma pausa.
Recebi o texto abaixo por e-mail e não posso deixar de publicar aqui.
É de Luíz Fernando Veríssimo, um escritor que admiro muito, sobre o lamentável reality show da Rede Globo de Televisão.
Para reflexão!
BIG BROTHER BRASIL
Luiz FernandoVeríssimo
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos.
Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Onde tem bruxa tem fada...
Realmente 2011 parece ser um ano cheio de potencialidades!
Na proposta de deixar aqui registrados dicas, comentários e trechos de obras literárias das quais gosto muito, retomei a leitura de uma das que eu considero mais geniais.
Presente de uma grande amiga, Onde tem bruxa tem fada..., de Bartolomeu Campos Queirós, é uma obra cheia de magia, encantamento, técnica e reflexão. Uma maneira leve e encantadora de nos chamar de volta à essência humana...
Reler essa narrativa fantástica me faz, em primeiro lugar, ver as doçuras da infância e as belezas e os privilégios de ser humano. De outro, ter mais certeza que essa expressão artística, assim como o sonho e a alegria devem ser nutridos e disseminados para que não deixeimos que os vícios superem as virtudes humanas.
História singela de uma fadinha, a Maria do Céu, que resolveu voltar à terra para cumprir sua "profissão"- realizar desejos, mas que ao chegar aqui teve uma decepção: as magias e as esperanças criadas pelo mundo adulto haviam feito desaparecer do coração das crianças as fadas.
Com uma linguagem simples, encantadora e envolvente, a obra é uma massagem na alma.
PARA ONDE VAI O MUNDO SEM IMAGINAÇÃO NEM FANTASIA?
Agora vou dormir tranquila, sabendo que Maria do Céu depositou no meu coração a alegria de menino... e que ela vai estar sempre ali para quando eu precisar!
Na proposta de deixar aqui registrados dicas, comentários e trechos de obras literárias das quais gosto muito, retomei a leitura de uma das que eu considero mais geniais.
Presente de uma grande amiga, Onde tem bruxa tem fada..., de Bartolomeu Campos Queirós, é uma obra cheia de magia, encantamento, técnica e reflexão. Uma maneira leve e encantadora de nos chamar de volta à essência humana...
Reler essa narrativa fantástica me faz, em primeiro lugar, ver as doçuras da infância e as belezas e os privilégios de ser humano. De outro, ter mais certeza que essa expressão artística, assim como o sonho e a alegria devem ser nutridos e disseminados para que não deixeimos que os vícios superem as virtudes humanas.
História singela de uma fadinha, a Maria do Céu, que resolveu voltar à terra para cumprir sua "profissão"- realizar desejos, mas que ao chegar aqui teve uma decepção: as magias e as esperanças criadas pelo mundo adulto haviam feito desaparecer do coração das crianças as fadas.
Com uma linguagem simples, encantadora e envolvente, a obra é uma massagem na alma.
Maria do Céu escorregou pelo brilho da Lua até a Terra.
Maria do Céu, agora fada sem trabalho na Terra, passeando pelas calçadas, pensava em coisas simples de fazer: sorvete de sonho, algodão-doce de nuvem...
Alegria ninguém sequestra. Eu durmo tranquila e sem guarda para vigiar a minha casa. Alegria só aumenta e nem precisa depositar. Ela rende juros no coração.
Peçam luz de luar com gosto de suspiro para que se tenha sonho doce.
A alegria é também uma maneira de menino organizar o coração.
PARA ONDE VAI O MUNDO SEM IMAGINAÇÃO NEM FANTASIA?
Agora vou dormir tranquila, sabendo que Maria do Céu depositou no meu coração a alegria de menino... e que ela vai estar sempre ali para quando eu precisar!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
(RE) Aquecendo os motores
Chega a hora de recomeçar...
O ano novo chegou, passaram as festas e o momento de descanso. E, nossas metas, impostas por nós mesmos, nos instigam a retornar.
Inauguro o ano de 2011 no Partilha retomando sua essência: ser uma forma de vazão à minha necessidade e, ao mesmo tempo, prazer em compartilhar.. sonhos, questionamentos, alegrias ou descobertas.
Lembro também do compromisso feito no final do ano passado. Que esse blog possa ser ainda mais do que ele foi em 2010, ano de sua idealização e início de construção.
Sendo assim, decidi dedicar aqui um espaço especial para uma das minhas maiores paixões e motivações: a literatura, especialmente aquela dedicada às crianças, sejam elas grandes ou pequenas.
Quero poder, por meio do Partilha, levar aos que me seguem a fantasia que encontro nos livros...
Então, para retomar e recomeçar, publico hoje um texto escrito por mim ainda na faculdade, como fruto de minha experiência (curta, porém intensa, engradecedora e gratificante) com a docência de literatura com crianças e jovens de 11 a 15 anos.
Ele fala de modo simples e poético, mesmo se fundamentando em grandes nomes do estudo e crítica da literatura, como vejo e lido com essa expressão artística.
Depois disso, irei dar dicas, comentar, postar trechos das obras que me permitem ser mais gente.
Bom retorno!!!
Literatura: janelas para/do mundo
(Ana Carolina Ferreira Francisco)
O que é a literatura?
Pergunta simples e comum com resposta complexa, a qual muitos se arriscam dar: professores de literatura, críticos, escritores, pensadores etc. Tem definições relacionadas à arte, à cultura como erudição, à expressão humana, à forma de conhecimento, entre outras, mas todas elas nos levam a pensar nessa arte como “janelas para e do mundo”.
Esse texto não tem grandes pretensões ao tratar da definição da literatura, mas irá apresentá-la na metáfora de janela, uma vez que, por meio desse objeto, podemos enxergar o mundo de várias maneiras, partindo do particular para o universal.
De acordo com Yunes (1984) a literatura tem uma relação com o real, mas ela “expande a existência existencial pela linguagem simbólica, e pela catarse retórica, envolve o leitor de modo a fazê-lo perceber, criticamente a partir do texto, o contexto em que está inserido, facultando-lhe visões de mundo originais” (YUNES, 1984, p.132). Desse fragmento é interessante destacar a possibilidade que a literatura concede ao leitor de ter visões de mundo originais. Isso significa que, sendo a literatura uma leitura, versão ou discurso da realidade, permite ao leitor entender, compreender, ler e criticar a realidade em que está inserido por um outro discurso, o ficcional.
Para Candido (1972), a literatura tem três funções: satisfazer a necessidade universal (isto é, do ser humano em qualquer tempo e espaço) de fantasia; contribuir para a formação da personalidade e também de conhecer o mundo e o ser. Essa última na medida em que “trazendo livremente em si o que chamamos de bem e o que chamamos de mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver” (CANDIDO, 1972, p.806). Nesse sentido, percebemos que a literatura, ao falar do real de modo subjetivo e tratar de temas universais, se transforma em uma janela, pois media a relação homem e mundo por meio da linguagem artística, expressão humana do mundo.
(...)Assim, poderíamos dizer ser a literatura um simples retrato do real com intenção de instruir? Não, pois é arte, e, assim sendo, é expressão humana e humanizadora, um discurso sobre a realidade, tendo um olhar subjetivo de quem escreve e, consequentemente, de quem lê. A literatura tem, portanto, função formadora, do sujeito uma vez que “... exprime o homem e depois atua na própria formação do homem” (CANDIDO, 1972, p. 804).
(...)Da janela da leitura literária se descortina o mundo ao leitor, que experiencia um novo olhar sobre aquilo que de lá da janela passa: a vida, pois, de acordo com Yunes (1984), a arte é uma alternativa de conhecimento do mundo.
(...) Finalizando, a literatura é janela do e para o mundo. Por essa larga e mágica janela suprimos nossa necessidade da fantasia, formamos nossa personalidade e conhecemos – re-conhecemos, interpretamos, criamos – o ser e o mundo.
Referências Bibliográficas(para quem quiser ir além)
CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. In: Ciência e Cultura. 24(9). Setembro, 1972, p.803-9.
YUNES, Eliana. Literatura e Educação: a formação do sujeito. In: KHÉDE, Sonia Salomão (org.). Os contrapontos da Literatura: arte, ciência e filosofia. Petrópolis: Vozes, 1984.
BETTELHEIM, Bruno. Introdução: a luta pelo significado. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
O ano novo chegou, passaram as festas e o momento de descanso. E, nossas metas, impostas por nós mesmos, nos instigam a retornar.
Inauguro o ano de 2011 no Partilha retomando sua essência: ser uma forma de vazão à minha necessidade e, ao mesmo tempo, prazer em compartilhar.. sonhos, questionamentos, alegrias ou descobertas.
Lembro também do compromisso feito no final do ano passado. Que esse blog possa ser ainda mais do que ele foi em 2010, ano de sua idealização e início de construção.
Sendo assim, decidi dedicar aqui um espaço especial para uma das minhas maiores paixões e motivações: a literatura, especialmente aquela dedicada às crianças, sejam elas grandes ou pequenas.
Quero poder, por meio do Partilha, levar aos que me seguem a fantasia que encontro nos livros...
Então, para retomar e recomeçar, publico hoje um texto escrito por mim ainda na faculdade, como fruto de minha experiência (curta, porém intensa, engradecedora e gratificante) com a docência de literatura com crianças e jovens de 11 a 15 anos.
Ele fala de modo simples e poético, mesmo se fundamentando em grandes nomes do estudo e crítica da literatura, como vejo e lido com essa expressão artística.
Depois disso, irei dar dicas, comentar, postar trechos das obras que me permitem ser mais gente.
Bom retorno!!!
Literatura: janelas para/do mundo
(Ana Carolina Ferreira Francisco)
O que é a literatura?
Pergunta simples e comum com resposta complexa, a qual muitos se arriscam dar: professores de literatura, críticos, escritores, pensadores etc. Tem definições relacionadas à arte, à cultura como erudição, à expressão humana, à forma de conhecimento, entre outras, mas todas elas nos levam a pensar nessa arte como “janelas para e do mundo”.
Esse texto não tem grandes pretensões ao tratar da definição da literatura, mas irá apresentá-la na metáfora de janela, uma vez que, por meio desse objeto, podemos enxergar o mundo de várias maneiras, partindo do particular para o universal.
De acordo com Yunes (1984) a literatura tem uma relação com o real, mas ela “expande a existência existencial pela linguagem simbólica, e pela catarse retórica, envolve o leitor de modo a fazê-lo perceber, criticamente a partir do texto, o contexto em que está inserido, facultando-lhe visões de mundo originais” (YUNES, 1984, p.132). Desse fragmento é interessante destacar a possibilidade que a literatura concede ao leitor de ter visões de mundo originais. Isso significa que, sendo a literatura uma leitura, versão ou discurso da realidade, permite ao leitor entender, compreender, ler e criticar a realidade em que está inserido por um outro discurso, o ficcional.
Para Candido (1972), a literatura tem três funções: satisfazer a necessidade universal (isto é, do ser humano em qualquer tempo e espaço) de fantasia; contribuir para a formação da personalidade e também de conhecer o mundo e o ser. Essa última na medida em que “trazendo livremente em si o que chamamos de bem e o que chamamos de mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver” (CANDIDO, 1972, p.806). Nesse sentido, percebemos que a literatura, ao falar do real de modo subjetivo e tratar de temas universais, se transforma em uma janela, pois media a relação homem e mundo por meio da linguagem artística, expressão humana do mundo.
(...)Assim, poderíamos dizer ser a literatura um simples retrato do real com intenção de instruir? Não, pois é arte, e, assim sendo, é expressão humana e humanizadora, um discurso sobre a realidade, tendo um olhar subjetivo de quem escreve e, consequentemente, de quem lê. A literatura tem, portanto, função formadora, do sujeito uma vez que “... exprime o homem e depois atua na própria formação do homem” (CANDIDO, 1972, p. 804).
(...)Da janela da leitura literária se descortina o mundo ao leitor, que experiencia um novo olhar sobre aquilo que de lá da janela passa: a vida, pois, de acordo com Yunes (1984), a arte é uma alternativa de conhecimento do mundo.
(...) Finalizando, a literatura é janela do e para o mundo. Por essa larga e mágica janela suprimos nossa necessidade da fantasia, formamos nossa personalidade e conhecemos – re-conhecemos, interpretamos, criamos – o ser e o mundo.
Referências Bibliográficas(para quem quiser ir além)
CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. In: Ciência e Cultura. 24(9). Setembro, 1972, p.803-9.
YUNES, Eliana. Literatura e Educação: a formação do sujeito. In: KHÉDE, Sonia Salomão (org.). Os contrapontos da Literatura: arte, ciência e filosofia. Petrópolis: Vozes, 1984.
BETTELHEIM, Bruno. Introdução: a luta pelo significado. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
CONCLUSÃO
Chega o fim do ano.
Momento em que muitas e intensas emoções se misturam... é a hora de ficar junto com a família, reconhecer os verdadeiros amigos, agradecer a Deus por tudo e pedir pelo ano que virá. Mas o mais forte de tudo isso é o chamado "balanço".
As lojas, as escolas, as instituições.. todos fecham o ano fazendo seu balanço. E nós, mesmo que sem planejar, também fazemos o nosso.
O meu, nesse ano, é curto, simples e profundo:
Quando maiores são as provações, maior é nossa capacidade de superar, se tivermos fé, esperança, valores e princípios,alegria e... amigos!
E que venha 2011!!!!
Feliz ano novo a todos os seguidores do Partilha. E que em 2011 possamos todos, inclusive o blog, ser mais.
Momento em que muitas e intensas emoções se misturam... é a hora de ficar junto com a família, reconhecer os verdadeiros amigos, agradecer a Deus por tudo e pedir pelo ano que virá. Mas o mais forte de tudo isso é o chamado "balanço".
As lojas, as escolas, as instituições.. todos fecham o ano fazendo seu balanço. E nós, mesmo que sem planejar, também fazemos o nosso.
O meu, nesse ano, é curto, simples e profundo:
Quando maiores são as provações, maior é nossa capacidade de superar, se tivermos fé, esperança, valores e princípios,alegria e... amigos!
E que venha 2011!!!!
Feliz ano novo a todos os seguidores do Partilha. E que em 2011 possamos todos, inclusive o blog, ser mais.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Os grãos estão semeados...
Há 09 anos atrás fiz uma escolha em minha vida que, posteriormente, determinaria o caminho que eu seguiria para a realização de meus sonhos.
Acompanhando o trabalho do EMCANTAR resolvi que queria fazer parte daquele empreendimento. Em 19 de junho de 2001 passei então a integrar aquele mutirão de gente que se reunia para cantar, conversar, refletir e expressar sua humanidade na luta por um mundo melhor.
Em agosto desse mesmo ano foi criado então o GRUPO BICHOS DO MATO, uma proposta de multiplicação das ideias do primeiro grupo para demais pessoas, que como eu queriam sonhar junto tudo aquilo. Assim, eu fui um dos primeiros bicho do mato...
Depois de 01 ano minha vontade havia crescido. Não me contentava mais em apenas participar das oficinas, queria ser mais. Foi então que decidi ajudar a multiplicar aquelas sementes e comecei então minha "carreira" de educadora.
Depois de alguns anos, em 2005, já me sentia mais preparada e madura para assumir a coordenação do grupo Bichos do Mato com alguns colegas, os quais foram imprescindíveis para a construção dessa nossa história. Nesse ano, o grupo deu um salto e começou a realizar apresentações artísticas empreendidas pelos próprios participantes ao final de cada ano, como forma de demonstrar e semear o que era vivenciado.
A partir disso, o Bichos passou a ser um empreendimento pessoal. Queria "multiplicar" a mais pessoas tudo aquilo de bom que havia ocorrido comigo. Meus sonhos de criança e de adolescente, mesmo não sendo tão concretos e claros, estavam se realizando ali, com aquelas pessoas.
De 2005 a 2008 fizemos muitas coisas boas juntos. Crescemos como artistas e como cidadãos, mas, principalmente, como pessoas.
Tenho certeza que fui muito importante para alguns daqueles bichinhos, mas eles foram imprescindíveis para que eu me tornasse quem sou hoje. Com eles aprendi a ser líder, a ser mais gente...
Nos dois últimos anos novos bichos assumiram as rédias desse barco. E com muita garra e paixão continuaram semeando esses sonhos e, assim, transformando outras vidas.
No último domingo tive um grande presente. Para mim, foi um recibo de que quando pessoas se unem por um objetivo comum e principalmente quando ele é nobre, coisas surpreendentemente lindas acontecem.
Os Bichos do Mato realizaram no dia 19/12 a 5ª edição do Bichos fazem ARTE, que começou em 2005 de maneira despretenciosa...
Fiquei emocionada e feliz ao ver aquelas pessoas todas no palco, cantando e brincando coisas essenciais e nobres, que nos tornam mais humanos. Fiquei mais feliz ainda ao ver como cada um se supera a cada ano, ao ver que juntos podemos ser mais.
Parabéns a todos e a cada Bicho do Mato por mais essa realização.
Parabéns e obrigada principalmente a Cleiry, Cristiane, Maria Amélia, Renata e Sandra, minhas grandes e queridas amigas, por terem presistido, vencendo todas as dificuldades e por alcançarem tão bela vitória.
Abraço carinho aos "meus bichos".
Amo vocês!
Acompanhando o trabalho do EMCANTAR resolvi que queria fazer parte daquele empreendimento. Em 19 de junho de 2001 passei então a integrar aquele mutirão de gente que se reunia para cantar, conversar, refletir e expressar sua humanidade na luta por um mundo melhor.
Em agosto desse mesmo ano foi criado então o GRUPO BICHOS DO MATO, uma proposta de multiplicação das ideias do primeiro grupo para demais pessoas, que como eu queriam sonhar junto tudo aquilo. Assim, eu fui um dos primeiros bicho do mato...
Depois de 01 ano minha vontade havia crescido. Não me contentava mais em apenas participar das oficinas, queria ser mais. Foi então que decidi ajudar a multiplicar aquelas sementes e comecei então minha "carreira" de educadora.
Depois de alguns anos, em 2005, já me sentia mais preparada e madura para assumir a coordenação do grupo Bichos do Mato com alguns colegas, os quais foram imprescindíveis para a construção dessa nossa história. Nesse ano, o grupo deu um salto e começou a realizar apresentações artísticas empreendidas pelos próprios participantes ao final de cada ano, como forma de demonstrar e semear o que era vivenciado.
A partir disso, o Bichos passou a ser um empreendimento pessoal. Queria "multiplicar" a mais pessoas tudo aquilo de bom que havia ocorrido comigo. Meus sonhos de criança e de adolescente, mesmo não sendo tão concretos e claros, estavam se realizando ali, com aquelas pessoas.
De 2005 a 2008 fizemos muitas coisas boas juntos. Crescemos como artistas e como cidadãos, mas, principalmente, como pessoas.
Tenho certeza que fui muito importante para alguns daqueles bichinhos, mas eles foram imprescindíveis para que eu me tornasse quem sou hoje. Com eles aprendi a ser líder, a ser mais gente...
Nos dois últimos anos novos bichos assumiram as rédias desse barco. E com muita garra e paixão continuaram semeando esses sonhos e, assim, transformando outras vidas.
No último domingo tive um grande presente. Para mim, foi um recibo de que quando pessoas se unem por um objetivo comum e principalmente quando ele é nobre, coisas surpreendentemente lindas acontecem.
Os Bichos do Mato realizaram no dia 19/12 a 5ª edição do Bichos fazem ARTE, que começou em 2005 de maneira despretenciosa...
Fiquei emocionada e feliz ao ver aquelas pessoas todas no palco, cantando e brincando coisas essenciais e nobres, que nos tornam mais humanos. Fiquei mais feliz ainda ao ver como cada um se supera a cada ano, ao ver que juntos podemos ser mais.
Parabéns a todos e a cada Bicho do Mato por mais essa realização.
Parabéns e obrigada principalmente a Cleiry, Cristiane, Maria Amélia, Renata e Sandra, minhas grandes e queridas amigas, por terem presistido, vencendo todas as dificuldades e por alcançarem tão bela vitória.
Abraço carinho aos "meus bichos".
Amo vocês!
cultivar é responsabilidade de cada um!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Caminhos para a sustentabilidade. Asfalto Ecológico.
Ideia reúne baixo custo de produção, redução no uso de matérias primas extraídas da natureza, reciclagem de pneus e segurança nas estradas. Tomara que dê certo...
Governo do Rio testa asfalto ecológico em estradas*
Nova pavimentação deixa a pista menos escorregadia em dias de chuva e tem maior durabilidade
por Agência Brasil
O governo do Rio de Janeiro começou a testar um tipo de asfalto sustentável como alternativa para aumentar a segurança nas estradas e espera adotar a iniciativa em todo o estado. O asfalto ecológico, como está sendo chamado, deixa a pista menos escorregadia em dias de chuva e tem maior durabilidade. Segundo informações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) nesta segunda-feira (13/12), além do esforço ecológico, a ideia é ter uma produção de asfalto de melhor qualidade e com baixo custo.
Para testar o novo tipo de pavimentação que usa uma mistura com pneus triturados, a primeira estrada brasileira a receber 35 quilômetros desse tipo de asfalto será a RJ-122, conhecida como Rio-Friburgo, rodovia que liga os municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio. O diretor de Obras do DER-RJ, o engenheiro Ângelo Pinto, afirma que cada metro quadrado de asfalto ecológico retira do meio ambiente o equivalente a um pneu usado.
“Além de conseguir gastar (na fabricação do asfalto) uma quantidade muito grande de pneus, esse pavimento com alta viscosidade, elevado percentual de borracha, permite uma redução de ruído muito grande”, explica o engenheiro. Ele destaca que a mistura garante uma massa asfáltica com alto coeficiente de atrito, aumentando a performance dos carros. Com isso, é possível reduzir o número de acidentes nas pistas.
O diretor afirma que a obra será concluída no segundo semestre do ano que vem e a expectativa é que o piso tenha a durabilidade de 20 anos, o dobro em relação a recapeamentos comuns. Segundo Ângelo Pinto, a utilização dessa tecnologia vai depender da conveniência, logística e disponibilidade de pneus em cada obra, que segue a orientação dos secretários municipais. Entretanto, ele afirma que “é uma tendência que (o asfalto ecológico) seja usado cada vez mais em rodovias”.
Segundo o DER-RJ, outras pesquisas com polímeros à base de borracha estão sendo feitas para aumentar a segurança e o conforto dos condutores nas estradas. Uma usina móvel foi instalada em Cachoeiras de Macacu para produzir o material, que foi inventado em 1960, no Arizona (Estados Unidos), mas só foi liberado para uso em escala industrial após a quebra da patente do produto, em 1998.
*veiculada em:http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI195494-18276,00-GOVERNO+DO+RIO+TESTA+ASFALTO+ECOLOGICO+EM+ESTRADAS.html
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